Orgulho e Preconceito & Zumbis
setembro 30, 2010
Arquivado em Filmes, Livros
Tags: Jane Austen, Orgulho & Preconceito, Orgulho e Preconceito e Zumbis, Seth Grahame-Smith, zumbis
Em setembro li “Orgulho & Preconceito” e sua versão zoada “Orgulho e Preconceito & Zumbis”.
A versão original é um romance bem divertido e meigo. Jane Austen é como um José de Alencar para a Literatura Inglesa, só que bem mais leve – considerando que a obra com a qual se possa comparar seria “Senhora”.
Ah sim, eu também vi o filme, já que era um dos indicados na lista de filmes com figurinos LOOSHO e apurados que minha professora mandou. Lembrei muito de uma amiga minha que adorou esse filme ficou pelo menos um ano comentado sobre ele. Achei que ia ser meloso, por isso não vi na época… Mas de fato não o é! Acho que a maior parte dos garotos não vai gostar já que não tem sexo nem violência, no máximo dar a mão. Bonitinho, né? Mentira, tem bastante sarcasmo da parte de Elizabeth Swan Bennet e alfinetadas do Sr. Darcy, o que torna tudo mais divertido.
Agora, se você sente falta da ação e não se importa com falta de pesquisa histórica e embasamento, eu recomendo “Orgulho e Preconceito & Zumbis”!
Quem já ouviu falar, sabe que a história original é igual a esta versão em mais ou menos 80%. Os outros 20 incluem zumbis, damas e cavalheiros que lutam Kung Fu e estilos indeterminados de Kenjutsu e Ninjutsu.
O que eu achei desnecessário foi o excesso de vômito e nojeira em algumas cenas, a dupla personalidade da protagonista, o amante da Sra. Gardiner e algumas menções em relação à cultura oriental feitas com pouca base ou sem explicação ao leitor – além de contradições bizarras.
Um exemplo disso é a orientação chinesa em artes marciais na qual as irmãs Bennet são treinadas. No entanto, todas elas usam katanas. Mesmo sendo armas idênticas, o sabre chinês e a katana deveriam ter sido distintos dependendo de qual personagem se refere a arma. Já que os chineses, dificilmente admitiriam que sua arma fosse chamada pelo termo japonês. Outra coisa que achei bizarro é que apesar de cristãs, algumas vezes elas falam em Buda como se fosse Deus e não um estado espiritual. Enfim, são passáveis, mas eu acho meio exagerado e sem sutileza. É visível quando o texto é o original e quando é o autor Seth Grahame-Smith.
No mais os Zumbis são ÓTEMOS. E causam horror e risadas, alternadamente e às vezes simultâneamente! Acho que o mais engraçdo e divertido dessa versão é o conceito e o desenvolvimento deste com relação as situações empoadas do fim do século XVIII e início do XIX.
Mila

